TENDÊNCIAS NOS EDIFÍCIOS CORPORATIVOS

Vamos falar agora sobre os prédios corporativos e como eles vem mudando sua arquitetura nos últimos anos.

ACOLHIMENTO E BEM-ESTAR

Há um tempo, o mundo corporativo tem dado mais atenção à qualidade do ambiente de trabalho e a relação dos colaboradores com o espaço em que atuam, dando à arquitetura e design de interiores um papel importante na concepção desse tipo de empreendimento. As empresas ficaram mais preocupadas em criar um ambiente de trabalho mais agradável com mais trocas de experiência entre os funcionários, relações mais horizontais e menos hierarquizadas. Tem se verificado que o acolhimento e cuidado das pessoas, gera um aumento na motivação e bem-estar no ambiente de trabalho o que melhora o desempenho e propicia retorno econômico. Dessa forma, escolher um empreendimento cuja arquitetura considera esses aspectos tem sido um movimento cada vez maior entre as empresas.

MOVIMENTO NAS FACHADAS

Começando pela área externa, a primeira visível mudança foi a forma dos edifícios. A maioria eram constituídos apenas por um grande bloco envidraçado e fechado com pouca interação com o entorno e alguns até com grades em sua volta. A maior exigência era que eles fossem internamente funcionais.

edifícios corporativos

João Moura 1144 (Idea Zarvos/Nitsche) (Exemplo de fachada com movimento e cor)

Atualmente passou-se a pensar mais os edifícios como ícones no ambiente urbano, buscando fachadas com movimento, inserindo elementos que conversem de forma divertida e inusitada com o entorno, como varandas, vegetação e cor. Muitos desses edifícios aproveitam o pavimento térreo integrando-o com a calçada e os pedestres através de cafés, restaurantes e lojas de serviços visando facilitar a vida de seus usuários e vizinhos.

FLEXIBILIDADE DE OCUPAÇÃO

No interior do edifício muita coisa mudou também. A maior preocupação atualmente é que os prédios tenham uma flexibilidade na ocupação das lajes, para que cada empresa escolha seu próprio layout. Assim, é muito importante considerar a localização das torres de elevador, circulações, escadas e descidas de prumadas de elétrica e hidráulica de forma que as lajes fiquem o mais livre possível.  Os pisos elevados são muito favoráveis, pois possibilitam a passagem de cabeamento e posicionamento de tomadas em todos os lugares necessários, flexibilizando o layout e a ocupação.

Rochaverá (Aflavo&Gasperini), com lajes com diferentes metragens e arquitetura imponente

 

INTEGRAÇÃO DOS ESPAÇOS

Os espaços internos eram antes pensados de forma segmentada com cubículos individuais para cada funcionário. Hoje, a maior parte dos espaços são abertos e há cada vez menos salas isoladas. Torna-se assim desejável lajes maiores com uma boa geometria e poucos pilares, sem recortes e interferências, que possibilitem um espaço amplo e integrado. As cores começaram a ser bem-vindas e em algumas empresas os setores são marcados por cor e não por paredes divisórias, humanizando ainda mais o ambiente de trabalho. Além disso, há uma tendência em mobiliários leves, geralmente em tons mais claros, com algumas inserções mais vividas de cor apostando em materiais com visual moderno de fácil manutenção e deslocamento, reforçando o conceito de flexibilidade de layout.

AUMENTO DA ÁREA DE LAZER

Alinhado à nova tendência de valorização da qualidade de vida e bem-estar, as áreas de descompressão com espaços de lazer e descanso tornaram-se essenciais e começaram a ganhar força visando o cuidado dos funcionários que passam muitas horas no escritório.

 

TENDÊNCIAS NOS EDIFÍCIOS CORPORATIVOS

Patio Malzoni ( Botti Rubin Arquitetos Associados)

Com a proibição legal de fumar em locais públicos fechados, os prédios corporativos também tiveram que repensar sua estrutura. Eles foram incentivados a ter varandas maiores e investir em mobiliário e paisagismo, criando uma área tanto para os fumantes, quanto também para possibilitar espaços de qualidade e lazer para todos.

SUSTENTABILIDADE E TECNOLOGIA

Outras duas questões centrais muito importantes em edifícios corporativos são sustentabilidade e tecnologia. Muitas das soluções mais modernas disponíveis no mercado já estão sendo utilizadas nas construções civis. Os green buildings e edifícios inteligentes ganharam muita força e destaque no mercado ao considerarem o ambiente de forma mais responsável, além de reduzir os custos condominiais e a geração de resíduos ambientais. Nesta visão as construções tornaram-se mais sustentáveis, diminuindo os impactos socioambientais, inclusive levando à que muitas delas conquistassem o selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design).

TENDÊNCIAS NOS EDIFÍCIOS CORPORATIVOS

São Paulo Corporate Towers (Pelli Clarke Pelli Architects) Preocupação com sustentabilidade!

Para obter essa certificação as empresas investem em edifícios com melhor eficiência energética, com elevadores inteligentes, controle de acesso automatizado, valorização da iluminação natural, sistemas de troca de ar para reduzir o uso do ar condicionado, tratamento nas fachadas para um maior conforto térmico natural, como o uso de brises e vidros especiais, além da escolha de materiais certificados, paisagismo com espécies locais, captação e reuso de água de chuva, entre outros.

A Marília Veiga interiores atua nos principais Edifícios Corporativos de São Paulo, conheça alguns de nossos projetos corporativos.

Veja abaixo algumas fotos de um projeto nosso no Edifício Patio Malzoni.

 

Texto: Maia Levinbuk Schmiliver

Imagens:Idea ZarvosSão Paulo Corporate TowersBotti Rubin Arquitetos , Rochaverá

 

A Marília Veiga Interiores atua há mais de 35 anos  desenvolvendo projetos de alto padrão residenciais e corporativos, conheça mais de nossos projetos de design de interiores

 

 

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